85 anos da Fundação da Paróquia São Paulo Apóstolo
Mensagem do Pároco
SAMZ (Santo Antônio Maria Zaccaria)
Santo Antônio Maria Zaccaria nasceu em Cremona (Itália), no fim de 1502. O pai, Lázaro Zaccaria, faleceu um ano após o nascimento de Antônio Maria, deixando uma boa herança para a esposa e o filho. A mãe, Antonieta Pescaroli, após a morte do marido, resolveu não contrair um segundo matrimônio. Deste modo pôde dedicar-se totalmente à educação do filho.
Ao completar os estudos secundários, Antônio Maria, então com 18 anos, foi para a cidade de Pádua, onde cursou a faculdade de medicina. Antes de viajar, fez o seu testamento, renunciando a todos os seus bens em favor de sua mãe, reservando para si apenas uma pequena quantia para o seu sustento.

Em Pádua, fez amizade com Serafim Aceti (1496-1550), que também era estudante de medicina e mais tarde tornou-se Cônego na cidade de Bolonha, tornando-se célebre pregador e escritor de obras espirituais. Esta amizade durou até a morte de Antônio Maria.

Diplomando-se em medicina, voltou à sua cidade em 1524, firme na fé e na moral, mais experiente e maduro, sensível às exigências de seu tempo e aberto a toda boa iniciativa.

Antônio Maria encontrou Cremona sendo disputada por espanhóis e franceses, que a ocupavam e saqueavam, reduzindo-a a uma situação de miséria. Diante disso, tomou a iniciativa de reunir, na Igreja de São Vital, bem perto de sua casa, os mais variados tipos de pessoas (casais, profissionais, mães, jovens), para lhes fazer palestras baseadas na Bíblia, sobretudo na doutrina de São Paulo, com a finalidade de melhorar os costumes e de propagar a doutrina cristã.

Neste tempo, escolhe como diretor espiritual frei Marcelo e, logo depois frei Batista de Crema, ambos dominicanos. As relações com frei Batista, que aliás ele chamava de “pai”, fazem amadurecer nele a vocação ao sacerdócio. Dedica-se, então, ao estudo da Teologia e da Sagrada Escritura, especializando nos escritos de São Paulo.

Em 1528 é ordenado sacerdote, sem vínculo com uma diocese ou congregação, para ter a liberdade de exercer seu apostolado no mundo inteiro, sem ficar ligado a uma Igreja particular.

Contrariamente aos costumes de seu tempo, pede para celebrar sua Primeira Missa sem solenidades exteriores. De fato, a celebra na igreja de São Vital, somente com a participação de sua mãe e de alguns parentes. Neste mesmo ano, funda uma capela dedicada a São Paulo, pondo seu sacerdócio sob a proteção do Apóstolo.

Como padre exerce seu apostolado como animador do “Grupo Espiritual da Amizade”. Para os participantes deste grupo, faz muitas conferências sobre a perfeição cristã, baseada sempre na Sagrada Escritura, sobretudo em São Paulo.

Imbuído totalmente do ideal de renovação, dominado por um compromisso ascético-pessoal, ele dá exemplo de uma vida íntegra e de uma ação incisiva no plano da fé e do amor. Completando sua fé com as obras, abre as portas de sua casa a todos os pobres de Cremona, para poder curar-lhes, ao mesmo tempo, o corpo e o espírito.

Nesse ínterim, a condessa da cidade de Guastalla, Ludovica Torelli, por sugestão de frei Batista de Crema, escolheu Antônio Maria como seu capelão e orientador espiritual. Com esse novo compromisso, ele teve que dividir o seu tempo entre Cremona e Guastalla.

Em fins de 1530, Antônio Maria, após uma breve permanência em Guastalla, com seu orientador espiritual, frei Batista, decide dedicar suas energias a um campo de pastoral mais aberto e vasto, vai a Milão.

Em Milão, entra em contato com a “Confraria da Eterna Sabedoria”, à qual logo adere com entusiasmo. Este movimento de espiritualidade tinha sido fundado nos primeiros anos do séc. XVI, por Antônio Bellotti, padre de Ravena. Neste mesmo ano de 1530 encontramos entre seus membros os futuros fundadores dos Barnabitas e das Angélicas: Antônio M. Zaccaria, Bartolomeu Ferrari, Tiago Antônio Morigia, frei Batista de Crema, Ludovica Torelli e Virgínia Negri. Podemos considerar aí o início das duas Congregações.

Antônio Maria encontra Bartolomeu Ferrari e Tiago Antônio Morigia já orientados para programas de reforma e experientes na assistência aos doentes, nas obras de caridade e no estudo de São Paulo. Faz com eles um pacto de amizade que futuramente se concretizará na fundação das três famílias religiosas, inicialmente sob a denominação de “Os Filhos de Paulo Apóstolo”. Em sua mente estão presentes equipes apostólicas de voluntários bem preparados e disponíveis com a finalidade de trabalhar para a reforma dos costumes ou renovação de vida, seja pessoal, como social.

A autêntica vivência do amor ao próximo leva os membros desta equipe à prática organizada da pastoral, sem se vincularem a uma diocese e sem se prenderem à clausura.

Às 5 horas do dia 5 de julho de 1539, com 36 anos, veio a "dormir" entre os braços de sua mãe terrestre e acordar nos braços de sua Mãe Celeste. No dia 27 de maio de 1897 é proclamado santo pelo Papa Leão XIII (sua festa é no dia 5 de julho). Seu corpo repousa na Igreja de São Barnabé em Milão (Itália).

Santo Antonio Maria Zaccaria viveu poucos anos, mas deixou um alicerce forte onde sua obra permanece viva até hoje através de seus filhos e filhas.




Nossa Senhora Mãe da Divina Providência

O quadro de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, venerado na Igreja de São Carlos ai Catinari em Roma, é uma tela de Scipione de Gaeta (1550-1597), pintor da escola de Rafael, considerado como o Van Dyck italiano.

Essa pintura foi colocada no altar do Oratório situado no primeiro andar da casa, onde os religiosos se reúnem habitualmente para orar. A obra foi doada aos Barnabitas em 1677.

Foi o barnabita, Padre Pietro Maffetti, pároco de São Carlos, que em 1732 teve a ideia de colocar o quadro de Nossa Senhora para a veneração dos fiéis. Para tal empreendimento, foi encarregado o irmão barnabita, Pietro Valentini, de fazer uma reprodução do original. No dia 12 de Julho de 1732, o quadro foi colocado num pequeno corredor que servia de passagem aos religiosos que do convento se dirigiam à igreja.

Sob o quadro, padre Maffetti mandou escrever: "MATER DIVINAE PROVIDENTIAE", Mãe da Divina Providência. Não se sabe o porquê da escolha desse título. Provavelmente os filhos de Santo Antônio Maria Zaccaria, os padres Barnabitas e as Irmãs Angélicas, já invocavam a Virgem com esse título. Historicamente desde 1613 os Barnabitas tinham decidido colocar na torre dos sinos da igreja de São Paulo, em Bolonha, uma estátua da virgem, com o título de "Virgem Bem Aventurada da Divina Providência".

A atual Capela de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, na Igreja de São Carlos ai Catinari, é de 1848. Uma peculiaridade encontrada na imagem da Mãe da Divina Providência é a interpretação de que o menino que a Virgem traz em seus braços não é o Menino Jesus, mas sim, toda a humanidade (Repare que o menino não é representado com auréola na cabeça, como a virgem!). Então, é Maria que intercede à Divina Providência pelas nossas necessidades e nos leva em seus braços.

Que Deus, pela intercessão da Mãe da Divina Providência e de Santo Antônio Maria Zaccaria, abençoe sempre mais nossa família religiosa e a toda humanidade.

Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, rogai por nós!